Como e porque esvaziar a mente antes de estudar

Você sabia que para seu filho resolver um problema, entender um texto ou desenvolver um raciocínio é essencial que no cérebro estejam presentes 3 fatores?

O aprendizado ocorre quando o novo conhecimento se mistura a algum conhecimento prévio que seu filho já tenha guardado. Essa mistura acontece no espaço da memória operacional. Assim como em uma tigela cheia que não conseguimos misturar os ingredientes, se ele tiver pouco espaço disponível nessa memória, a mistura dificilmente vai ser feita e o aprendizado não ocorrerá.

Devido ao ritmo de vida tão corrido que levamos hoje e também ao excesso de tempo de exposição a redes sociais e televisão, estamos sempre com a cabeça repleta de informações e preocupação em relação aos próximos acontecimentos ou compromissos.

Hoje, trouxemos uma dica de como ajudar seu filho a esvaziar o espaço da memória necessário para que o aprendizado possa ocorrer de forma tranquila.

 Esvaziando a memória de curto prazo: antes de ir para a cama dormir, faça junto com seu filho uma lista das atividades que ele terá no dia seguinte. Deixe que ele acrescente tudo que considera atividade importante.

Isso libera a memória de curto prazo. Essa lista deve ser feita também antes do início de atividades que exigem concentração. Uma boa oportunidade para criar o hábito da lista é fazê-la antes de alguma atividade que exija concentração e foco.

Lembre-se de que devem fazer a lista das matérias a estudar, compromissos do dia seguinte e tudo o que vier à mente como pendência, antes de iniciar o dever de casa.

Esse hábito que parece bastante simples de ser colocado em prática ajudará para que seu filho tenha a memória de curto prazo plena de espaço para fazer as combinações e misturas necessárias para que as atividades escolares – seja a tarefa ou estudo para uma prova – rendam de maneira a não gerar cansaço nem falta de concentração. Que tal experimentar você também essa dica?

Escrever mal é um sintoma, veja 4 dicas para combater a causa!

Para escrever melhor, tudo que seu filho precisa é ler com frequência. O grande problema é que desenvolver o hábito e gosto pela leitura parece ser um desafio ainda maior do que escrever bem. E aí se forma o círculo vicioso da criança que escreve pouco, cresce, torna-se o adolescente que escreve mal, o qual, por sua vez, transforma-se no adulto que odeia escrever. 

Então, hoje trouxemos algumas dicas para que você possa trabalhar na causa (falta de leitura) e não no sintoma (escrever mal) deste problema.

1. A grande sacada é ir por partes: primeiro ajudar a desenvolver o gosto pela leitura. Depois vem o momento de se preocupar em introduzir clássicos da literatura e ajudar a selecionar leitura com finalidades mais específicas, como vestibular, Enem ou concursos.

2. Para desenvolver o gosto pela leitura, ofereça e torne sempre disponível material relacionado a áreas que já sejam de interesse de seu filho. Não adianta, seja qual for a idade, querer que seu filho leia sobre assuntos que parecem interessantes para você, ou sobre os quais você gostaria que ele lesse.

Na prática, você precisa escolher um tema que seja de alto interesse de seu filho. Atenção: eu disse de interesse de seu filho, não seu. O objetivo não é julgar se esse assunto dará ou não a ele um bom futuro – mesmo porque não temos como prever isso. Nessa etapa, não vale julgar. O foco é: desenvolver o gosto pela leitura.

Um gosto, seja qual for, seu filho já tem. Pode ser que você tenha horror ao assunto. Mas não é isso que interessa agora. Exemplo: dinossauros. Muitos meninos fazem coleções de dinossauros e brincam horas com seus bichinhos. Pois é esse o caminho para essa criança: além dos “bonecos”, compre livros sobre dinossauros. Inicie com ele uma coleção de materiais impressos.  O material pode até ser adquirido em bancas de revistas usadas ou em sebos.

No caso de adolescentes, o processo é o mesmo. Já tivemos o caso de um adolescente cuja mãe nos disse: mas ele não se interessa por nada. Em uma conversa de poucos minutos, pudemos perceber que ele se interessava por records e o Livro dos Records foi a porta de abertura. Coisas que podem parecer bobas, mas que para ele eram interessantes. Então começamos com um livro com listas de records mundiais. Ele hoje devora livros sobre outros assuntos.

3. Se você conseguir que seu filho leia uma revista, é um excelente começo.

Mas atenção: não perca a oportunidade da transição. Assim que seu filho estiver habituado la ler o material de interesse dele, é hora de acrescentar, aos poucos: além da revista semanal, defina momentos da rotina da casa para que ele leia um livro adequado para a idade dele. Enquanto isso, os outros membros da família também leem!

4. E a dica principal: se você tirar alguns minutos na semana e puder também ler o material que seu filho está lendo, bastará um comentário intrigante para que ele se interesse ainda mais por ter argumentos para contradizer você. E lá vai ele devorar o material sem nem sequer perceber que está dando os primeiros passos para ser não somente um leitor assíduo e seletivo. Mais que isso, aos poucos sua escrita se tornará melhor em termos gramaticais e também mais rica em vocabulário e criatividade.

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Você já parou para pensar o quanto a leitura e a escrita viraram a última opção em meio a tantos vídeos e áudios em nossa rotina?
Essa mudança de hábitos se reflete no alto índice de crianças com dificuldade na fase de alfabetização.
A percepção, ainda que inconsciente, de que ler e escrever não fazem parte da vida dos pais impacta de forma negativa a fase de alfabetização dos filhos e a relação que eles têm com a leitura.
Na ausência do maior poder de influenciar os filhos que os pais possuem, que é dar o exemplo, as crianças não sentem a necessidade desse aprendizado. A consequência é relacionar a leitura e escrita somente com a escola, como se ler e escrever tivesse como único fim o aprendizado de conteúdos cada vez mais complexos!

No vídeo demos 2 dicas práticas e simples para você inserir na rotina da casa e colaborar para a fase de alfabetização de seu filho. É só clicar no play para assistir:

3 coisas que só os pais podem fazer

Foi-se o tempo em que a palavra terceirização se limitava ao mundo empresarial.

No mundo dos negócios, terceirização é uma prática que permite que uma empresa contrate outra empresa para cuidar de algumas atividades não consistem no negócio principal da contratante, de forma que ela possa focar toda a energia e tempo para cuidar daquilo que se propôs a fazer.

Você pode estar pensando, tá bom… mas o que isso tem a ver com as famílias? O fato é que, por algumas características do estilo de vida em que vivemos hoje, como a falta de tempo, o excesso de trabalho, algo muito parecido com a terceirização tem invadido também a vida das famílias.

Contratar pessoas ou empresas para auxiliar nos cuidados e na educação dos filhos acaba sendo a solução encontrada por muitos pais. A questão é: até que ponto essa ajuda externa não causa danos para a relação que a criança vai ter com os estudos e com a vida em geral?

Vemos pais se desdobrando para dar conta de afazeres em que uma ajudinha extra seria benéfica para eles e para o próprio filho. E, por outro lado, existem diversas ações simples que os pais estão deixando de praticar e que têm um impacto relevante no desenvolvimento e na relação que o filho terá com os estudos.

O tempo que você passa longe de seu filho não conta!

O recurso tempo pode ser considerado a “pegadinha” do século. Cada vez mais alternativas são pensadas para economizar nosso tempo: já não precisamos mais ir fisicamente até certos lugares como banco, supermercados, reuniões: conseguimos resolver tudo com alguns cliques. Afazeres que antes eram demorados e desgastantes se tornaram simples e rápidos de serem resolvidos. A grande pegadinha é que quanto mais aderimos a esses recursos que nos ajudam a economizar tempo, menos tempo sobra! E quanto menos tempo temos, mais culpa acumulamos.

Conseguir passar tempo com os filhos deveria ser cada vez mais fácil, mas não é o que acontece na prática. A realidade é que, ao ter tantos recursos e facilidades, acabamos por preencher nosso tempo “livre” com mais trabalho ou com pegadinhas do mundo digital. Quem nunca perdeu a noção do tempo navegando pelas redes sociais, assistindo a vídeos curtinhos, tentando passar de fase em um jogo ou se deixando levar por qualquer outra tentação do mundo digital?.

A nossa proposta de hoje é que você troque o sofrimento e a culpa pelo tempo que passa longe dos seus filhos pelo foco no tempo em que você passa junto dele. Simples, porém não tão fácil de fazer sozinho. Vamos às dicas práticas então: 

1. Use o tempo que tem dentro do carro para conversar com seus filhos. Não deixe que o telefone ou qualquer equipamento eletrônico roube de vocês esse precioso tempo juntos.   

2. O momento das refeições é precioso demais e deve ser aproveitado também!!! Ao menos uma refeição por dia, junto com seu filho. 100% focado nele, sem celular, televisão e e-mails no meio dessa interação. 

3. Aproveitem o final de semana para assistirem uma série ou filme juntos. Deixe que seu filho escolha o que vão assistir. É uma ótima oportunidade para se aproximar e entender do que ele gosta, que assuntos o impactam e falar sobre eles.

  4.  Faça, junto com a família ou com os filhos passeios a parques ou locais em que possam estar em contato com a natureza. Momentos de ócio junto dos filhos são preciosos e você sentirá, tanto quanto eles, os benefícios em todos os aspectos de sua vida. 

Mudanças simples na rotina trarão alto impacto nos relacionamentos dentro de casa e nos estudos. Ao poder relacionar que os momentos de interação com você não são somente de cobrança, seu filho vai passar a dar mais valor no que você fala e a interagir de forma mais natural quando você conversa com ele. Você, responsável, sem culpa e peso na consciência também sentirá que está mais leve e conseguirá inclusive melhor desempenho no trabalho. 

Que tal começar hoje mesmo a fazer as pequenas mundanas que trarão alto impacto na vida da família?