Crianças pequenas deveriam ter que cumprir horários na escola?

“Todos os dias é um estresse na hora de acordar para a escola. Eu prefiro não apressar meu filho, ele vai ter muito tempo para cumprir horário quando crescer.”

É normal que uma criança ou adolescente reclame por ter que acordar cedo. O desafio é evitar que esse protesto chegue a gerar um caos já no início do dia de toda a família. Como fazer isso? Primeiro, combine um limite de horário para que a casa toda entre no modo “desacelerar”. A partir desse horário, ninguém online ou em brincadeiras agitadas. Banho e leitura são as melhores opções. Um bom desenho mais tranquilo ou um programa de TV mais calmo são algumas opções bem realistas também. A rotina é essencial para que nossos filhos possam tornar o “dormir mais cedo” um hábito que vai ter alto impacto positivo não somente nos estudos, mas no dia de toda a família. O segundo aspecto é não demonstrar pena do seu filho por ter que cumprir o horário da escola. Você pode estar se perguntando se não é cedo demais para fazer com que eles comecem a ser apressados, a ter uma rotina estressante desde tão pequenos. Sim, para isso é. E para evitar essa judiação, é preciso acordar alguns minutos mais cedo. Se a manhã começar tranquila, com cada um assumindo sua responsabilidade, não haverá estresse, nem necessidade de apressar seu filho.

Chegar atrasado na escola com a desculpa de que ele ainda é uma criança só prejudica seu filho. Se você o matriculou naquela escola, é preciso cumprir as regras de horário para entrada e saída. Há um enorme aprendizado para a vida toda nisso. E os prejuízos em termos de socialização e aprendizagem para um aluno que chega sempre atrasado são enormes. Seu filho não vai aprender a respeitar regras e horários quando crescer. Ele vai aprender isso com vocês, pais e responsáveis, a partir do exemplo que passam no dia a dia. Esse aprendizado fica para sempre e torna-se a base para outras habilidades que ele desenvolverá durante seu desenvolvimento!

              

Quando o filho não quer mais ir para a escola

Meu filho quer ser sempre o primeiro da fila, o ajudante da sala, o escolhido para tudo. Quando isso não acontece, perde o interesse em ir para a escola.

Querer ser o primeiro da fila, o ajudante da sala ou escolhido para uma atividade não é problema. Então tudo bem seu filho não gostar mais da escola se esses desejos não se realizarem? Não! Aí é que mora o perigo.

Muitas vezes os pais vão pedir que o professor atenda aos anseios daquele aluno para que ele continue interessado em ir para a escola. Entra aqui a importância da parceria entre escola e família. Muito mais do que as letras, números ou outros conteúdos, é esse tipo de aprendizado que a escola vai trazer para seu filho: habilidades de convívio social.

Mas a escola sozinha não vai poder ajudar a criança se a família entrar em confronto com a professora ou com outros pais toda vez que o filho for contrariado. Quando seu filho chegar contando que não pode ser o primeiro da fila, entenda como um pedido de ajuda: “mãe, você pode me ajudar a conviver em grupo?”.

Quando ele disser que não quer ir para a escola porque a professora não o escolheu para uma determinada atividade, ele está pedindo: “pai, você pode me ajudar a ter segurança e auto estima o suficiente para não precisar ser o foco da atenção o tempo todo?”. E como você pode fazer isso? Trazendo jogos de tabuleiro para o dia a dia e reservando tempo com a criança, sem outras distrações. Nos jogos, você ganha algumas vezes. Ele ganha outras vezes. Mas não dê tanta importância para a vitória. Demonstre estar feliz só pelo tempo que brincaram juntos. Não deixe a casa toda preparada para seu filho. Peça ajuda. Ele não precisa ser o primeiro a ser servido sempre. Invertam os papeis dentro da família de vez em quando. Participar e estar envolvido ao invés de ser sempre servido são os melhores caminhos para responder ao pedido de socorro que seu filho está mandando em forma de protesto!

              

Grupos de WhatsApp de pais pode prejudicar a autonomia dos filhos

Há dias em que a Hora da Tarefa parece mais a Hora do Espanto dentro de casa. As desculpas variam conforme a criatividade do filho ou permissividade ou sentimento de culpa dos pais.

Em todas as idades aparecem desde o clássico “não deu tempo de copiar a tarefa” até o velho “não entendi o que a professora ensinou, mas ela nem quis explicar de novo para mim”. Os pais entram na armadilha de olhar para o filho como vítima. E lá se foi a chance desse capítulo da novela “A Hora da Tarefa” ter um final feliz.

Imediatamente os pais tentam buscar a resposta para a atividade que o filho não fez ou não copiou. Tomam para si o problema que deveriam estar dando o suporte para que o filho resolvesse. Sim, você pode ajudar e apoiar, mas ainda assim deixar que seu filho busque soluções. Há uma forma simples para fazer isso e ainda ter o bônus de ensinar lições que ficarão para outras situações da vida. É nessa hora que a tecnologia vai se tornar a grande aliada: não copiou a tarefa? Basta mandar uma mensagem para um amigo e pedir que mande uma foto da página. Seu filho copia da foto as atividades e só então as responde. Não sabe como responder a pergunta? É só ligar para um colega e perguntar como ele resolveu aquela questão. Não entendeu o que a professora explicou? Chama outro aluno da sala e pergunta o que ele entendeu. Só não se esqueça que a tecnologia será o recurso para conectar seu filho ao colega. Depois de se falarem, equipamento desligado para que a lição possa ser terminada.

Aos pais, fica o alerta para manter firme o autocontrole: não assumir o problema que seu filho terá um grande orgulho em resolver. Levante a mão direita e repita bem alto: “não vou resolver por ele no grupo de Whatsapp de mães!”

              

Estratégias para o segundo dia de prova do ENEM

Descobrir que foi mal no primeiro dia e prova ou ficar ansioso atrás de gabaritos e supostos caminhos que teriam sido ideais para conduzir a redação, pode atrapalhar no rendimento do aluno no segundo dia de prova.

Existe um nível adequado de estresse que acaba ajudando para que o movimento necessário ao sucesso seja feito. É positiva a preocupação em se organizar para não perder a hora, preparar a roupa de acordo com a previsão do tempo, garantir que documentos e materiais necessários estejam todos reunidos na noite anterior.  O nível de confiança e o estado emocional é que não podem ser afetados a ponto de prejudicar o desempenho.

Preparamos um vídeo com quatro dicas de preparação para esse segundo dia de prova. Para assistir, clique no play:

              

Demonstrar pena pelos momentos de estudos dos filhos é prejudicial

Para ajudar seu filho no momento da tarefa, não demonstre pena pelos momentos dedicados aos estudos.

Alguns pais acham que é cedo para o filho ter que deixar o brinquedo para fazer a lição de casa. Outros ficam com dó pela quantidade de tarefa ou tempo necessário para concluir as atividades. A verdade é que nenhuma dessas posturas traz benefícios para as crianças ou adolescentes. Caso você considere que o tipo de atividade ou a quantidade de tarefa está fora do adequado para a série ou faixa etária de seu filho, converse com a coordenação da escola. Não deixe que seu filho perceba ou participe desse momento. É importante que os pais reforcem a importância de retomar o conteúdo estudado na escola e que ajudem a criar o ambiente favorável em casa. O ideal é dar ao momento da lição uma formalidade e importância que o tornem visivelmente marcante. Isso significa gerar um clima em que toda a família valorize a hora da tarefa assim como a hora da refeição, por exemplo. Uma forma para fazer isso é começar a descrever alguns momentos como “antes” ou “depois da tarefa”.

Por exemplo, você pode contar para um parente ou amigo que seu filho vai para a natação às terças e quintas, logo depois de terminar a tarefa. O importante é incorporar esse momento à rotina da família, de forma que se torne tão parte do dia a dia como outros hábitos saudáveis. Isso já ajuda muito a eliminar o estresse ou tentativa de negociação para fazer o dever, que é responsabilidade do aluno! Elogie sempre o esforço e dedicação, mas nunca comente que a escola manda muita coisa ou que tem pena de seu filho ter que deixar algo que estava gostando de fazer porque tem lição de casa. A partir de uma postura diferente e positiva de todos os membros da família, seu filho consegue se dedicar e assumir a tarefa como responsabilidade que não pode ser transferida, mesmo que alguns dias sejam mais pesados. Os benefícios ficarão para sempre, na relação mais tranquila com a aprendizagem ao longo de toda a vida!