Reta final do ano letivo e seu filho na maior tranquilidade? Veja 3 dicas

Já estamos em outubro e muitos pais começam a nos procurar já desesperados na corrida contra o tempo.

Até esse momento muitos deles foram vivendo uma montanha russa de emoções em relação ao envolvimento dos filhos com os estudos. Algumas vezes levando sustos com notas baixas e bilhetes da escola, outras se consolando com uma nota ali, raspando na média, sinalizando a esperança de que a situação ia mudar para melhor.

De repente os pais entram em pânico ao perceber que restam praticamente dois meses completos de aulas e lá se foi mais um ano letivo.

Olham para o lado, com aquele frio na barriga e enxergam seus filhos ali, tranquilos, como se não tivessem a mínima ideia do grande desafio para o pouco tempo restante.

Temos duas boas notícias para acalmar seu coraçãozinho, queridos pais e mães. A primeira é que ainda há sim tempo suficiente para fazer um final de ano sem sustos e notícias desagradáveis. E a segunda é que seu filho não está necessariamente sentindo aquilo que deixa transparecer. As chances são enormes de que ele esteja tão ou mais preocupado do que você, contudo, não sabendo como sair dessa situação, acaba por entrar no modo “deixa como estar, para ver como é que fica”.

É agora o momento de mudarem alguns elementos na rotina da família, de forma a criar o clima e ambiente que favoreçam a virada que pode ser feita se vocês agirem juntos.

Aí vão 3 dicas de como ajudar seu filho a assumir o controle e tirar o atraso em relação aos estudos:

  • Adeque o horário de sono – dormir bem é uma das principais formas de preparar o cérebro para que a aprendizagem ocorra de forma tranquila e consistente. A tendência de estudantes que tiveram desempenho abaixo do esperado no primeiro semestre é ter uma rotina de sono descontrolada. Dormem menos tanto pela ansiedade quanto pela busca de atividades que ajudem a relaxar e esquecer o sufoco que estão passando na escola. E isso acaba por atrapalhar ainda mais o desempenho escolar. Ajude seu filho a retomar a rotina de pelo menos oito horas de sono a cada noite. Combine que ele vai para a cama 30 minutos mais cedo a cada semana, até que tenha retomado o número de horas necessário. Para que ele consiga dormir mais cedo, será necessário um esforço conjunto inicial de toda a família. A tecnologia acaba por gerar estímulos que retardam o relaxamento necessário para que ele possa dormir. O ideal é você combinar com ele o horário em que todos os aparelhos serão desligados. Caso ele não cumpra, você assume seu papel de responsável e desliga, sem sermões ou brigas – simples assim!
  • Defina um horário fixo para a tarefa e estudo – estudar no mesmo horário é uma ótima técnica para tornar essa prática uma parte da rotina diária. Caso você ainda não tenham isso definido, o momento é este. Combinado o horário, que pode respeitar características do seu filho, como a necessidade de descanso depois da aula ou a brincadeira com amigos do prédio no final da tarde, resta organizar os horários de todos para que seja cumprido o horário definido como ideal. Supondo que vocês tenham escolhido o final da tarde como horário de estudo, a partir das 17:30 seu filho tem que sentar para fazer a tarefa da escola e refazer atividades e provas das matérias em que tem as notas mais baixas. No horário definido como horário de estudo, todos os equipamentos de tecnologia devem estar desligados!
  • Relaxe e descubra que nota você tiraria nas provas do seu filho – muitas vezes tudo o que o filho precisa é de um incentivo diferente, altamente motivador e desafiador. Que tal propor que seu filho prepare provas para você exatamente das matérias em que ele tem as notas mais baixas? Não se preocupe com a nota que você vai tirar. O importante é a energia que ele vai encontrar para preparar as provas para você e o quanto vai ter que se dedicar para pensar nas questões. Mais que isso, para corrigir e dar a nota, ele vai ter que buscar as respostas nos materiais da escola – apostilas, livros, cadernos. Em alguns casos pode até ter que pedir ajuda para o professor. E não há melhor maneira para estudar do que precisar do conteúdo para corrigir a prova, ao invés de ser o alvo da correção.  O bônus dessa dica é que seu filho relaxa em relação àquele medo do nome “prova”. Se ele mesmo já preparou algumas e corrigiu, cai aquele mito de que a prova é algo inatingível para um aluno. Não se preocupe se você realmente não souber o conteúdo. Arrisque alguma resposta. E se for aquela matéria que é sua especialidade, capriche em algumas respostas e erre outras, para dar a ele o trabalho de buscar a resposta correta na hora de corrigir.

E para fechar, que tal assistir a esse vídeo que gravamos contando sobre os 3 principais erros que os pais cometem no final do ano letivo?

5 dicas para ajudar seu filho adolescente a melhorar o desempenho na escola.

A adolescência apresenta mesmo uma série de desafios, para seu filho e para vocês pais.

É uma fase em que a cobrança por se auto afirmar parte dele e do grupo de amigos. Além disso, a fase coincide com a época em que, na escola, os conteúdos passam a ser cada vez mais abstratos e complexos, exigindo um tempo maior de concentração e dedicação dentro da sala de aula e em casa.

Não bastando essas duas situações que já exigem muito de todos, agora é que aparece a consequência de tudo o que ele aprendeu ou deixou de aprender nos anos anteriores na escola.

Isso tudo que colocamos até agora não deve servir para você achar que tem uma missão impossível pela frente. É importante encarar como uma fase, na qual vai precisar sim estar firme e presente, mas sabendo que vai passar e seu filho pode superá-la com seu apoio.

Agora vamos aos pontos específicos que os pais mais colocam como problemas que surgem nesta fase:

  • Falta de atenção – temos duas sugestões que poderão ajudar bastante para que seu filho aprenda e desenvolva o hábito de focar no que estiver fazendo:
    • É preciso aprender a se desligar de outras distrações para conseguir focar na hora dos estudos. Só que um adolescente não vai aprender a se concentrar durante os estudos, mas sim durante atividades do dia a dia em casa. Você pode começar estabelecendo que durante as refeições, os celulares ficarão em outro cômodo ou então desligados. Assim como também a TV. Você vai perceber que isso é um desafio não somente para ele, mas para todos da casa. A tecnologia tem um imenso valor em nossas vidas, mas está tirando de nós a capacidade de concentração. Se você se desconectarem por alguns momentos do dia, já vão ajudando o cérebro a se habituar em se concentrar em uma atividade de cada vez.
    • No momento da tarefa, vale essa regra também: tv, computador, celular, desligados. Caso ele tenha que fazer alguma pesquisa usando o computador, usa o tempo que for necessário e depois desliga.
  • Leitura – provavelmente seu filho lê pouco. Os adolescentes estão lendo cada vez menos. E isso traz consequências cada vez mais pesadas ao longo da vida escolar. Escrever mal é uma das consequências para quem não lê. Traga para casa revistas, livros e materiais diversos sobre algum assunto do qual seu filho goste bastante. Não precisa ser matéria da escola, a princípio. Só assunto de interesse pessoal dele mesmo. E combine alguns minutos diários em que ele vai ler sobre este assunto. O ideal é que você leia também o material para puxar assunto com ele depois, assim ele vai mesmo ler para poder discutir com você e mostrar que domina aquela área.
    • Comece a pedir que ele faça a lista de compras da casa. Que deixe por escrito para você algum pedido que tenha a fazer.  Outra sugestão interessante é você deixar uma pergunta para ele com alguma dúvida sobre as revistas ou livros que sugerimos acima. E pedir que a resposta seja escrita, porque você vai ler quando ele não estiver em casa.
    • Combine com ele que só poderá fazer alguma atividade da qual ele gosta (jogar videogame, futebol etc), depois de ler alguma matéria das revistas ou 2-3 capítulos de um livro. E lembre-se de não abrir exceção e nem ficar com pena dele – a escrita e concentração durante as aulas melhorarão – e muito – se ele começar a ler em casa!

Com essas pequenas mudanças na rotina de casa, o adolescente encontra mais facilidade em focar nos estudos no momento da aula e aprende a estabelecer prioridades. O desempenho na escola vem como consequência de uma rotina saudável dentro de casa!

Duas perguntas que os pais podem fazer para despertar o prazer em aprender…

Quase em desespero pelo baixo envolvimento com os estudos, pais e professores acabam por usar uma das ferramentas menos eficazes nesse caso: longos discursos sobre como o futuro será prejudicado se as notas não melhorarem. E quanto mais exaustos os adultos vão ficando, menos efeito fazem as longas conversas sobre a importância de estudar.

Conseguir um envolvimento maior de crianças e adolescentes com os estudos é desafio para ser enfrentado em parceria. Pais e escolas precisam estar unidos neste propósito.

Há duas expressões que podem ajudar seu filho a se interessar em aprender desde muito cedo:

1 – Por quê? – sim, essa pergunta que tanto atormenta sua vida nos primeiros anos de seu filho pode ser a chave para transformá-lo em um aluno interessado nos estudos. Para isso, basta que você se aproprie dela assim que ela for dispensada do repertório do seu pequeno.

A maneira mais simples de fazer isso é devolver a pergunta, demonstrando real interesse na resposta. Seu filho perguntou: “mas por quê?” e você responde com um “é mesmo, por que será? O que você acha?”

Quanto mais seu filho amadurece, mais você pode usar o “por quê?” em situações abstratas e realmente desafiadoras em termos de organização de pensamento que a resposta vai exigir. E não se preocupe se algumas vezes a resposta não vier. A maior riqueza dessa interação é colocar seu filho em uma posição mais questionadora sobre o que ele vê e vivencia. Ajudá-lo a pensar é mais importante do que conseguir de fato uma resposta.

2 – Como? – essa vai exigir uma atenção maior, pelo menos inicialmente, pois de fato não ocorre aos pais fazer essa pergunta aos filhos. A dica é aproveitar as mais diversas e simples rotinas da família para questionar seu filho sobre como funciona algum aparelho ou processo envolvido na situação que vocês estão vivenciando. Por exemplo: como o leite foi parar na caixinha, como a imagem apareceu na tv, como podemos melhorar isso (ótima para adolescente que costuma reclamar de diversas situações em casa).

Muitas escolas começam a fazer parte do movimento Maker aplicado à educação. Nessa proposta, os alunos são estimulados a observar seu entorno e criar soluções que possam melhorar o contexto em que estão inseridos. Uma criança ou adolescente que é incentivada em casa a pensar sobre como ela enxerga o mundo e como se relaciona com as pessoas ao seu redor encontra na escola aquela outra metade que completa seu prazer por buscar novos conhecimentos!

“Como?” e “por quê?” – uma mudança simples na rotina de conversa com os filhos que vai produzir um enorme efeito na aprendizagem.

3 dicas para um dia das crianças com aprendizados para a vida toda! 

A ideia de estabelecer um dia do ano como o Dia das Crianças não tem relação alguma com presentes. O objetivo sempre foi o de conscientizar cada vez mais pessoas sobre a necessidade de proteger e cuidar das nossas crianças – não somente de seu filho. 

Conforme o tempo passou, diversos fatores influenciaram para que a ideia inicial acabasse por se transformar em uma data com uma forte apelo comercial. Isso, por si só não é de todo ruim, afinal há benefícios para todos quando a roda da economia gira.

Muitos pais reclamam que a mídia acaba por influenciar demais seus filhos, colocando todo o foco na venda de brinquedos e gerando um grande estresse dentro de casa. 

A reclamação é geral: alguns pais reclamam por não terem dinheiro suficiente para atender a expectativa do filho em relação ao presente de dia das crianças. Outros reclamam da correria, lojas cheias e da insatisfação dos filhos, seja lá qual for o presente. Há também os que já preveem um efeito positivo de curtíssima duração: é dar o presente no dia 12 e três dias depois lá se foi o interesse.

Em todos os casos, situações em que a responsabilidade é dos pais e não de fatores externos à família!

O receio de muitos pais é a frustração que a criança terá ao não ganhar o que esperava. E no meio de tantos medos, lá se vai uma ótima oportunidade para que essa data seja a fonte de muito aprendizados que ficarão para sempre, ao contrário do brinquedo!

Temos três dicas para que o Dia da Criança seja fonte de alegria e aprendizado para o resto da vida, não importa o que a mídia ou o comércio tentem impor:

1 – Seu filho não nasce com “uma personalidade forte e decidido em relação ao que deseja”.  A capacidade de lidar com frustração, de ser grato pelo que ganhou e de escolher um presente dentro dos limites de preço estabelecido pelos pais é aprendida ao longo da primeira infância. “Isso eu não posso comprar agora” é geralmente mais sofrido de ser dito pelos pais do que de ser ouvido pelos filhos. 

2 – Não use a comemoração do Dia da Criança como fonte de ameaça para conseguir bom comportamento nas semanas que antecedem a data.  Lembre-se de que se você gosta e quer presentear seu filho nesse dia, é simplesmente para comemorar o fato de ter uma criança em casa, uma forma também de mostrar atenção e carinho. O comportamento adequado de seu filho independe de  presente ou de datas especiais. Além disso, muitos pais ameaçam não dar o presente e acabam não cumprindo o combinado, o que gera uma série de prejuízos para a educação do filho. O melhor a fazer é desvincular totalmente o dia da criança das notas na escola ou do comportamento em família ou com os amigos. Esses jamais devem vir em troca de presentes!

3 – Ensine seu filho, desde bem pequeno, que o dia da Criança foi criado para lembrar que precisamos cuidar de nossas crianças – não somente de nossos filhos, ajudando a garantir que  recebam os cuidados, carinho e atenção de que necessitam para crescerem saudáveis e felizes. Como o objetivo maior é proteger a infância e adolescência e demonstrar carinho, que tal criar uma rotina que vai marcar sim a data para o resto da vida? Combine com seu filho que ele deve escolher um brinquedo para doar nesse dia. Não um brinquedo usado, quebrado, que ele não use há muito tempo. O desafio é entender que todas as crianças ficariam felizes em ganhar um presente, porém, a maior parte delas não terá esse privilégio. E nada mais justo do que seu filho oferecer a uma outra criança um brinquedo em excelente estado de conservação, carinhosamente embrulhado. Caso seu filho não consiga encontrar um brinquedo do qual possa se desapegar para doar, significa que ele não precisa de um brinquedo novo. Neste caso, o presente de Dia da Criança pode ser um passeio especial a um parque, cinema ou outro lugar que ele escolha. Não coloque essa opção como castigo. É a simples realidade: se você não tem um só brinquedo para doar, porque ainda brinca muito com todos eles, não há necessidade ou espaço para um brinquedo novo! É melhor que ele ajude você a escolher e comprar o brinquedo que será doado! Prepare-se para se surpreender de diversas formas ao ter essa conversa com seu filho. E tenha a certeza de que essa será a memória que ele levará para sempre sobre o Dia da Criança!

O fim do estresse dentro de casa na hora da tarefa

Primeiro, estabeleça um rotina: Qual o melhor horário para fazer a tarefa?

O melhor é fazer a tarefa sempre no mesmo horário. A rotina é um fator muito importante para obter sucesso nos estudos e na tarefa. O que queremos dizer com sucesso? Sucesso é tarefa concluída sem sofrimento, sem brigas, sem discussão e que a criança realmente aprenda nesse momento. Algumas crianças gostam de fazer o dever logo depois da escola, assim sobra mais tempo livre para brincar depois. Outras precisam gastar energia, correr, brincar quando saem da escola e só depois conseguem focar nos estudos novamente. O importante é você ajudar seu filho a descobrir qual o melhor horário para ele fazer a tarefa e, depois de descoberto, fazer disso uma rotina, mantendo sempre o mesmo horário.

Durante a tarefa, sugerimos o uso de um cronômetro. Temos uma opção de timer na nossa lojinha aqui. E com ele você pode fazer duas atividades e ver qual tem melhor efeito para tornar o momento da tarefa em casa menos cansativo:

1. Proponha o desafio do relógio. Olhe as primeiras atividades do dever de casa e calcule quanto tempo você acha que ele precisa para concluí-las. Pode perguntar para ele também: “quanto tempo você acha que precisa para acabar até o exercício 5?” Adicione alguns minutinhos ao tempo que você acha que será necessário e coloque no cronômetro. Se ele conseguir acabar as atividades, bem feitas, antes do relógio despertar, ele ganha! Se ele não conseguir, pode continuar tentando.

Essa proposta insere uma dose extra de desafio para a hora do dever de casa ficar menos cansativa e mais envolvente. O cérebro precisa de um pouquinho de estresse, que na medida certa, funciona como um incentivo para ele concluir focado o dever que trouxe para casa. 

2. Coloque 15 minutos no cronômetro e explique ao seu filho que ele precisa se concentrar no dever até o alarme soar. Quando despertar, coloque 5 minutos, que será o tempo de pausa para ir ao banheiro, beber água e fazer o que quiser, desde que saia da cadeira e se movimente. Quando despertar, seu filho deve voltar para o dever de casa e você marca mais 15 minutos e assim por diante. Quando seu filho faz pausas e se movimenta, o cérebro recebe mais oxigênio e mais nutrientes, o que o torna mais predisposto ao estudo. 

Que tal começar hoje mesmo a estabelecer a rotina de horário e pausas para a hora da tarefa?

No vídeo abaixo você encontra mais 2 dicas para a hora da tarefa dos filhos