Não se culpe tanto! O tempo que você passa com seu filho é o que realmente conta.

Apesar de todas as facilidades que a tecnologia trouxe para a rotina dentro de casa, temos cada vez menos tempo. Onde foi parar o tempo que usávamos para fazer café, lavar roupa, lavar louça, se hoje apertamos um botão e essas tarefas são executadas de forma automática?

A verdade é que cada pessoa exercia um papel na sociedade. Quando tínhamos que pagar uma conta, o caixa do banco fazia isso. Se planejávamos uma viagem, a agência de turismo cuidava de tudo. Para alugar ou comprar uma casa, era só passar para a imobiliária encontrar o imóvel no perfil desejado. Se precisávamos de um táxi, era ligar e esperar. Para falar com um amigo, parente ou cliente, só parado, totalmente disponível para a conversa no telefone fixo. Essas tarefas são hoje executadas simultaneamente. Temos mais comodidade, mas perdemos o controle sobre nosso próprio tempo.

Tentando dar conta de tudo, deixamos para achar que estamos sobrecarregados exatamente na hora da tarefa dos filhos, na hora de buscar na aula, no momento da reunião da escola. Então sentimos a culpa pela falta de tempo e paciência pesar em nosso ombro. Extremamente cansados por tentar exercer com perfeição o papel de agente de viagens, telefonista, caixa de banco entre outros, ficamos sem energia para o que mais importa – os filhos.

A lição de casa, as provas na escola, o vestibular não são mais uma atividade que os sobrecarrega. Os estudos são a obrigação e a oportunidade para que eles cresçam. Eles vão sempre reclamar, ainda mais quando percebem o efeito que isso surte nos pais. E não tem problema que reclamem, desde que cumpram com a responsabilidade que é deles. Ajude seu filho a ver a tarefa e os estudos como momentos dos quais vocês, pais, se orgulham muito. O botão de pausa está logo ali, juntinho do play nos eletrônicos. Dentro de nós também: a opção do que pausar é sempre sua e de ninguém mais!

Grande parte das situações em que crianças ou adolescentes têm relacionamento negativo com os estudos poderiam mudar para melhor a partir de pequenos ajustes na rotina da família. Embora as mudanças necessárias sejam simples, elas não são fáceis de serem estabelecidas porque vão requerer mudança de postura dos pais e de hábito dos filhos. Mudar nunca é fácil, mas é possível e o esforço sempre compensa, pois acaba sendo um investimento com retorno garantido, quando se trata do bem estar de nosso filhos. Deixe de lado a culpa pelo tempo que você passa longe do seu filho. O que realmente afeta a vida de nossas crianças é o que fazemos no tempo em que estamos com elas.

Esqueça momentos que não pode aproveitar e foque em curtir ao máximo o que vier pela frente. Não tenha remorso pelos momentos em que precisar dizer um não ou colocar limites. Essas responsabilidades são suas. Desde que você mantenha um ambiente de respeito, não despreze ou desvalorize os sentimentos do seu filho, sua firmeza trará a segurança de que ele necessita, nos momentos mais difíceis. Busque ajuda sempre que necessário. Você não tem que lidar sozinha com tantas tarefas, dúvidas e incertezas que sobrecarregam a vida dos pais nos dias atuais. Deixe seu filho crescer. Lamentar o tempo perdido e desejar que o filho não cresça tão depressa só faz com que seu filho tenha atitudes infantis demais para a idade, na tentativa de atender suas expectativas!

Acima de tudo, acredite na capacidade do seu filho em lidar com os desafios da aprendizagem e do convívio social. Isso fará toda a diferença para que ele seja uma criança ou adolescente bem resolvido e capaz de se relacionar bem com a família, amigos e com a aprendizagem. Sem carregar culpa, remorso ou medo do que vier pela frente! 

              

Chegar atrasado na escola traz prejuízos para o aprendizado desde a infância

“Não quero estressar meu filho com horários agora. Ele terá a vida toda de adulto para cumprir seus compromissos com hora marcada.”

Um problema enfrentado pelas escolas é o grande número de alunos, de diferentes faixas etárias, que constantemente chegam atrasados para as aulas. Professor e alunos que chegaram no horário sofrem um impacto negativo dessa prática. Contudo, o prejuízo para alunos que chegam atrasados é ainda maior.

Não, seu filho não perde só aqueles 10 minutinhos. Ele perde a interação livre e os momentos do papo gostoso que rola antes ou logo no início da aula. Ele perde o aquecimento que um bom professor faz antes de introduzir a primeira atividade ou conteúdo. Sentindo-se perdido, já começa aula desistindo de prestar atenção ou de participar de uma atividade que não entende como começou. Então a escola parece chata. Pesa. Frustra demais. Infelizmente não é só isso. Seu filho também ganha quando se atrasa. Ganha memórias de que se atrasar é normal. E assim vai crescer achando que o mundo tem que esperar por ele, ou que é incapaz de cumprir horários e regras.

E por que muitos pais não acham que se atrasar para a aula é um problema? Muitos perpetuam o atraso para não pressionar os filhos, “afinal, terão tanto tempo para cumprir horário quando adultos”. Tentam deixar que durmam um pouquinho a mais, “afinal, foram dormir tarde”. Ou com pena de criar a rotina adequada no período que antecede a saída para a escola, perdem-se na correria todos os dias. O grande vilão: culpa. A velha sensação de culpa que paralisa quando mais precisamos educar para a vida. A culpa que gera uma consequência totalmente inversa à intenção inicial. Que tal a partir de amanhã acordar seu filho sem olhar para seus próprios dilemas de pai/mãe? Que tal trocar a culpa pela disciplina que seu filho precisa para se relacionar de forma saudável com os desafios da aprendizagem?

              

 

Impactos positivos e negativos do estresse na hora dos estudos

Com o início da correria rumo ao final dos segundo semestre, o nível de estresse de pais, professores e alunos começa a aumentar. A tensão para cumprir prazos, somada à energia necessária para correr atrás do conteúdo (ou do tempo) perdido durante o ano para conseguir uma aprovação, seja na escola ou em algum vestibular, acaba contribuindo para o aumento do estresse. Mas afinal, esse estresse é prejudicial para o resultado final?

A convite do evento GATE , fomos em uma palestra de Tal Ben-Shahar, responsável por um dos cursos mais populares de Harvard. Durante a palestra, muitos dos conceitos que sempre mencionamos aqui foram abordados. Gravamos um vídeo sobre a questão do impacto do estresse na hora dos estudos. Para assistir é só apertar no Play abaixo.

 

G.A.T.E.   (Global Access Through Education) é um evento que tem como iniciativa reunir palestrantes, professores e expositores das principais instituições de ensino do mundo para compartilhar conteúdo genuíno e relevante sobre educação internacional, trazendo novas perspectivas sobre o desenvolvimento pessoal e profissional aos brasileiros.

              

Sentimento de culpa dos pais afeta a relação dos filhos com os estudos!

Uma das grandes diferenças entre a infância e adolescência de nossos filhos e a que tivemos está no tempo que passam conosco, os pais. Com a rotina cada vez mais acelerada da vida moderna e o tempo que ficamos conectados, acabamos convivendo menos com os filhos. Na tentativa de mascarar o quanto isso nos afeta, acabamos por tentar recompensar os filhos por nossa ausência evitando assumir nosso papel de responsáveis. E assim seguimos sendo permissivos demais, quando deveríamos colocar limites. Severos demais, quando deveríamos ser flexíveis.

Apressados demais, quando invertemos as prioridades. Surdos demais, quando precisaríamos ouvir. E mudos ao extremo, quando tudo o que nossos filhos precisam é de um “não” firme, seguro, porém sem agressividade. Evitamos esses momentos da verdade na relação com os filhos tentando ignorar a culpa que nos acompanha desde quando nos tornamos pais. E ao invés de lidar com ela trabalhando seus sentimentos mais profundos, os pais se perdem em tentativas de fazer o filho feliz a qualquer custo . E dá-lhe comprar tudo o que estiver à venda com a promessa de fazer uma criança ou adolescente sorrir.

Na mesma proporção, dá-lhe cobrar a Professora, a escola, a TO, a Psicóloga, o Neuro, o vizinho, o padre, o pastor, o Médico . Muitos pais se revoltam porque esses profissionais não estão conseguindo dar aquilo que o filho precisa para conseguir aprender, ter relacionamento positivo com os colegas, aceitar as frustrações do dia a dia. E dá-lhe culpar a babá, a Pepa, o YouTuber, o amiguinho pela falta de habilidade de relacionamento com outras crianças, pela falta de respeito aos mais velhos, pela intolerância com as diferenças. Corre lá fazer uma meditação e relaxar, que lá vem susto e dica para aliviar esse peso que você carrega aí nas costas, sem necessidade!

              

A capacidade de prestar atenção nas aulas é desenvolvida em família

A capacidade de prestar atenção nas aulas é desenvolvida em casa, na rotina da família.

De maneira didática, nosso cérebro é capaz de processar dois tipos de atenção: de curta duração e prolongada. No momento da tarefa, da aula na escola, da leitura de um livro ou dos estudos para as provas, seu filho precisa da atenção prolongada. Quando nós, adultos de hoje, éramos crianças, desenvolvíamos essa habilidade na própria rotina em família. Porém, hoje em dia tudo é muito rápido, personalizável e instantâneo. E assim perdemos os preciosos momentos em que nossos filhos poderiam desenvolver essa habilidade. Para ajudar seu filho a desenvolver a atenção prolongada, você pode fazer passeios em que haja contato com a natureza, sem levar brinquedos; assistir com ele a episódios completos de seus desenhos prediletos e depois comentar sobre o que viram; ajudar a preparar alguma refeição para toda a família e arrumar brinquedos, livros, armários e gavetas junto com as crianças e adolescentes.

No vídeo abaixo, damos 5 dicas para os alunos conseguirem prestar atenção na aula: